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sábado, 4 de fevereiro de 2012

CRODOWALDO PAVAN, GLÓRIA KREINZ



JC e-mail 2042, de 27 de Maio de 2002.

As muitas viagens de José Reis (1907-2002), artigo de Crodowaldo Pavan

Homenagem ao médico, microbiologista e jornalista científico considerado o pai da divulgação das ciências no Brasil, falecido no dia 16 de maio


Crodowaldo Pavan, geneticista, professor emérito da USP e da Unicamp, foi presidente do CNPq de 86 a 90 e da SBPC (da qual é presidente de honra), e é presidente da Associação Brasileira de Divulgação Científica (Abradic). Artigo escrito especialmente para o caderno 'Mais!' da 'Folha de SP', em que colaborou Glória Kreinz, coordenadora de pesquisa do Núcleo José Reis de Divulgação Científica, da ECA/USP:

José Reis deixa um testemunho de vida inquietante, pois nunca se prendeu ao cotidiano, viajando tanto de forma física como de forma intelectual, atrás de novos desafios e perspectivas.

Na introdução de sua biografia para o prêmio Kalinga, da Unesco, em 1975, traçou, com felicidade, o desenho de sua procura, citando os versos daquele que talvez tenha sido seu poeta predileto, o alemão Rainer Maria Rilke: 'Eu vivo minha vida em círculos crescentes'.

Dessa opção nasceram desabafos tais como: 'Minha vida, como sempre, é um corre-corre frustrante. Voltei do Rio, onde dei no Instituto de Biofísica um curso sobre Comunicação em Ciência'.

E pela sequência da carta em que diz isto, escrita para a amiga Maria Julieta Ormastroni, percebe-se que, na verdade, o curso foi um sucesso e ele, José Reis, estava realizado como professor e divulgador científico, estando com dificuldades de voltar à rotina em SP.

Reis nasceu no RJ, em 1907, mas diz na carta citada anteriormente: 'Não me habituo mais ao Rio, mas lá se encontra o resto de minha família, meus dois irmãos sobreviventes dos 13 que fomos e os sobrinhos e sobrinhos-netos, além de Marcos, de Dagmar (primeiro filho e nora) e dos meus próprios netos.

Então a família se reúne e a gente fica na situação de Vinícius, vontade de ficar, mas tendo de ir embora...' Essa era a tensão que movimentava o divulgador científico e fazia dele a criatura que sempre partia em direção a novas atividades. Era uma tensão não resolvida, que encontrava na prática intelectual formas de atenuar suas constantes indagações.

José Reis descobre a comunicação ainda criança, pelas mãos da mãe e do irmão mais velho, e faz seus primeiros versos entre oito e nove anos, numa alfabetização ao mesmo tempo rígida e criativa. Também precocemente descobre que pode se relacionar com o mundo ao seu redor, através dos traços do desenho.

Reproduz edições de 'A Careta' [revista publicada no Rio no início do século' em bico de pena, evidentemente com conteúdos extensos na parte de poesias, pois além das suas havia colaborações dos irmãos.

É ainda na correspondência com a amiga Maria Julieta Ormastroni que transparece essa vocação do trato com a expressão comunicacional, por via do caminho da emoção: 'Outro dia, sozinho em casa - Annita [Swenssen, mulher do pesquisador e jornalista] sempre que pode aproveita as voltas de Marcos e passa fins de semana com os netos, o que lhe faz muito bem -, estive lendo velhas poesias minhas.

Um dia lhe mandarei uma coleção delas. Sabe que nasci para poeta e pintor? Por isso é que me chamo de boêmio frustrado.' Tinha uma disciplina rígida tanto na prática no laboratório quanto no jornalismo. Deixava transparecer suas inquietações e perplexidade apenas no convívio com os amigos mais íntimos.

Nas reuniões das sextas-feiras no Instituto Biológico de SP, apelidadas por ele de 'Sextaferinas', exercitava a disciplina e a criatividade. A origem desses encontros foi relatada por ele, em 1962, na revista 'O Biológico', do próprio instituto.

Durante os anos 30, essas reuniões, comandadas desde o início por Henrique da Rocha Lima, transformam-se num verdadeiro fórum de discussão, que ultrapassa em larga escala assuntos restritos ao Instituto Biológico.

A programação era anunciada pelos jornais paulistas. Para que houvesse disciplina e objetividade, o ritual das reuniões obedecia uma verdadeira liturgia.

José Reis tratava a reunião como uma 'missa' e comentava: 'Para nós, então moços, esses encontros às vezes até importunavam, como maçada que nos interrompia os trabalhos de laboratório. Para Rocha Lima, porém, eram como missas em colégio de padre, não podiam faltar'.

Devo destacar que realmente, como dizia J. Reis, foi o prof. Rocha Lima o grande incentivador das reuniões de sexta-feira, no Instituto Biológico. Tive a sorte de frequentar essas reuniões e, numa delas, em 1938, conheci pessoalmente José Reis e a partir daí começamos nossa trajetória juntos.

Era extraordinário o que assistíamos nessas reuniões: ao lado das discussões sobre as conquistas científicas, eram incluídos assuntos gerais de sociologia, política, além de literatura e música, compartilhados por cientistas, também entusiasmados e competentes no trato dessas áreas.

Uma das conseqüências dessas reuniões foi a criação da SBPC, em 1948. No livro 'José Reis: Jornalista, Cientista e Divulgador Científico', escrito por mim e por Glória Kreinz em 2001, lembro que 'a SBPC foi criada por Maurício Rocha e Silva, José Reis, Paulo Sawaya e Gastão Rosenfeld.

O grande salto cultural que ocorreu no Brasil após a fundação da SBPC é comparável ao que ocorreu depois de 1934, com a criação da USP.

Como cientista, José Reis foi amigo de André Dreyfus (1897-1952), com quem fez um curso de histologia. Teve desempenho louvável e, como se destacou em seu trabalho científico, com a publicação do 'Tratado das Aves (Ornitopatologia)', escrito com a colaboração de sua esposa Annita Swenssen Reis, foi convidado para ir aos EUA.

Se quisesse poderia ter ficado lá por muito tempo, mas voltou porque tinha raízes aqui. Como administrador também se destacou, sendo um dos batalhadores pela fundação da Faculdade de Economia e Administração, a conhecida FEA/USP, entre outras entidades que ajudou a criar. Como jornalista, dirigiu a redação da 'Folha de SP' de 62 a 67.

José Reis fez muito pela cultura brasileira, fazendo da divulgação científica uma luta para melhorar a qualidade de vida nacional. Deixa saudades, mas deixa também, para quem tiver a coragem de segui-lo, a imagem dos círculos crescentes, da indagação permanente, da espiral em busca do infinito. É nessa direção que pretendemos continuar.
(Folha de SP, Mais!, 26/5)



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sexta-feira, 12 de agosto de 2011


Harmoniahttp://www.blogger.com/img/blank.gif

Há momentos em que nada deve ser dito
Pois qualquer palavra, por mais bem intencionada,
colocaria em risco toda a fina harmonia existente
entre olhares, toques e bocas,
tão bem orquestrada pelo silêncio

Marcelo Roque


VEJA AINDA:

NENHUMA IRREGULARIDADE FOI PROVADA CONTRA O NÚCLEO JOSÉ REIS
http://wwwecauspbrnjr.blogspot.com/

SLIDES LEMBRAM A AMIGA AMBIENTALISTA ETHEL, PARA SEMPRE CONOSCO.
http://coletivocientificanjr.blogspot.com/


segunda-feira, 21 de março de 2011

BORBOLETAR - MARCELO ROQUE


Versos borboletando no ar, parceira ... rsrs ... saindo de casulo das palavras ... rsrs

Beijos e beijos

PALAVRA

Borboletar

Qual casulo, a borboleta,
traz dentro de si, cada palavra,
poesia

Marcelo Roque

E POESIA MINHA...RSRS...BEIJOS...
Vento
Nua e pura,
passeio em campos de trigo ao amanhecer...
Para onde ir?
E o vento sussurra seu nome ao me reconhecer...
Glória K.

domingo, 30 de janeiro de 2011

DESEDUCAR PARA DOMINAR - MARCELO ROQUE, GLÓRIA KREINZ DIVULGA

"Mais importante que ensinar
é despertar o interesse pelo saber"

E as nossas escolas nem ensinam
e muito menos despertam tal interesse



Eu, como cidadão brasileiro, me sinto profundamente indignado
com o tamanho descaso com o qual é tratada a educação em
meu país
É explícita a vontade dos governos de provocarem cada vez mais
uma deteriorização do ensino, tornando-nos assim, indivíduos cada
vez mais alienados e ainda menos participativos (se é que participamos
de alguma coisa)nas questões de interesse coletivo
Nas salas de aula, os professores fingem que ensinam, enquanto os
alunos fingem que aprendem
E para piorar aquilo que já estava péssimo, ainda foi inventada a tal
"aprovação automática", ou seja, os alunos já começam o ano letivo
sabendo que, a aprovação, é praticamente certa. Um verdadeiro
desestímulo ao já mínimo interesse dos estudantes pelo aprendizado

E enquanto isso, continuamos sendo constantemente bombardeados,
por uma sub cultura estadunidense, que tem como único objetivo,
a destruição de nossa cultura e identidade nacional
E, como representantes máximos do capitalismo, visam, é claro,
a transformação de nosso país em uma sociedade cujos sonhos e
anseios, estejam intimamente ligados a conquistas materiais

Por fim, somando uma péssima educação, consequentemente, uma
quase inexistente consciência cidadã, com uma maciça campanha midiática(braço forte das elites), em prol de conceitos e valores exclusivamente materialistas, poderemos estar condenados,
definitivamente, a nos tornarmos indivíduos "terceiro mundistas".
Mesmo que, economicamente, algum dia, nos tornemos uma nação de primeiro mundo

Marcelo Roque

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Abril 22, 2009

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Richard Dawkins estará em Paraty

dando conferência e a equipe do NJR-ECA-USP,como o poeta Marcelo Roque, exporá poesias como Sementes.

SEMENTES

Precisamos replantar
em algum lugar
onde existam árvores
cachoeiras
lendas
e montanhas
as crianças de Chernobil

Marcelo Roque

Realização, Apoio Institucional. Associação Casa Azul · Prefeitura Municipal de Paraty · Lei de Incentivo à Cultura · Ministério do Turismo- início de 1 a 5 de julho.

Richard Dawkins

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Foto recente de Richard Dawkins ,

Clinton Richard Dawkins (Nairobi, 26 de março de 1941) é um eminente zoólogo, etólogo, evolucionista e popular escritor de divulgação científica britânico, natural do Quênia, além de professor da Universidade de Oxford.

Dawkins é conhecido principalmente pela sua visão evolucionista centrada no gene, exposta em seu livro O Gene Egoísta, publicado em 1976. O livro também introduz o termo "meme", o que ajudou na criação da memética. Em 1982, ele realizou uma grande contribuição à ciência da evolução com a teoria, apresentada em seu livro O Fenótipo Estendido, de que o efeito fenotípico não se limita ao corpo de um organismo, mas sim de que o efeito influencia no ambiente em que vive este organismo. Desde então escreveu outros livros sobre evolução e apareceu em vários programas de televisão e rádio para falar de temas como biologia evolutiva, criacionismo, religião.

Ele também defende e divulga correntes como o ateísmo, ceticismo e humanismo. Também é um entusiasta bright e, como comentador de ciência, religião e política, um dos maiores intelectuais conhecidos no mundo. Esses assuntos são devidamente retratados em seu mais recente livro, "Deus, um delírio", livro que já é best-seller em vários partes do mundo. Através de diversos fatos científicos, Dawkins nos mostra sua teoria da inexistência de Deus. Em enquete realizada[carece de fontes?] pela revista Prospect em 2005, sobre os maiores intelectuais da atualidade, Richard Dawkins ficou com a terceira posição, atrás somente de Umberto Eco e Noam Chomsky.

domingo, 19 de abril de 2009

O GRITO e o ENTE - GLÓRIA KREINZ

GLORIA K.

O grito
fluiu,fluindo,
delicado, inteligente,
doce e combativo,
dizendo sutilmente
coisas da gente...
Choramos no gozo,
não cabemos a sós...
Gritamos o amado,
que mora em nós...
O grito é parte do ente...
Poeta sabia,
vc confirmou,
a vida entre estilhaços
de palavras e brilhos,
o ciclo mostrou...

PARA NADIA DO SARAU PARA
TODOS...CONVERSAS NAS
MADRUGADAS... BEIJOS...

sábado, 11 de abril de 2009

SENDO - GLÓRIA KREINZ

Glória K.

Chega na dança,
instiga criança,
o que domina em seu ser,
Deusa,poesia, mulher...
O orkut precisa,
um batalhão de você,
pra começar a aprender,
ter um pouco de ética,
na mídia amadurecer,
deixar a vida acontecer...

Para NADIA GAL STABILE
DO
BLOG
SARAU PARA TODOS
CARINHO...

RITUAL - GLÓRIA KREINZ

GLÓRIA K.

Queria viver,
entre restos de sonho,
no limite do abismo,
lugar clandestino,
entre o tudo e você...
Chafurdar ainda mais,
até me perder,
nos porões onde habita,
restos de homem,
uivos de lobo,
animal que me sente,
exorcismo que abre,
voz que me sabe,
canto que chama,
ritual que me vê...

Para o trovador,
e lobo,em noite de lua meia ...Beijos...

quarta-feira, 1 de abril de 2009

AMOR... - GLÓRIA KREINZ

GLÓRIA K.

PARA O LOBO
SELVAGEM,
DA WIKIPEDIA
AO GOOGLE,
MEU MENESTREL,
COM AMOR...

ROSA

Glória K.

Apenas uma rosa
em seu caminho,
quase sem espinhos,
perfume e sedução
ao florescer...
Vermelha de pudor,
por estar nua,
apenas uma rosa
sou flor sua,
perfume de paixão
no entardecer...

segunda-feira, 16 de março de 2009

MULHER - Glória Kreinz

Glória K.

Rosa torturada
em verso e rima,
voz que chama
na noite sua sina,
sol e luz
sorriso de menina...
Mulher, Deusa cativa
sempre se ilumina,
em lágrimas de amor
se cumpre e ensina...

sábado, 7 de março de 2009

LABIRINTO CINTILANTE - Glória Kreinz

Glória K.

Entre destroços e sinas,
caminho enfeitiçada,
seguindo o canto seu...
E seu olhar me ensina,
nos becos, do lixo a rima,
das mulheres, riso e clima,
e partos e fome e cisma,
e a gritante liberdade
de seu Eu...
Canto de ventania,
varrendo de poesia,
tecendo de cor nova
mais faiscante e brilhante,
o labirinto cintilante,
onde habita o lobo amado,
onde você permanece,
onde sempre permaneceu...

sábado, 21 de fevereiro de 2009

AR/SUGAR

Ar

Glória K.

Vc transpira
ar, suor, amar,
e eu vivo
sugando
sua transpiração...

LAGO AZUL - Glória Kreinz

Glória K.

Verso de saudade
presente,
flor e semente,
suspiro ausente,
no lago azul...

AMOR MEU - Glória Kreinz

NA VERDADE, AMORES MEUS NA POESIA /VÍDEO DE MARCELO ROQUE, PARA J. REIS E PAVAN

LIVRO DO NJR ECA USP "OLHARES"LANÇADO COM SUCESSO -a POESIA SOBRE PEIXES ROBÔS DE MARCELO ROQUE ESTÁ NO LIVRO E A NOTÍCIA SAIU DIA 1 DE SETEMBRO, NA FAPESP
Postado por Divulgação Científica Glória Kreinz

LIVRO DO NJR ECA USP "OLHARES"LANÇADO- SUCESSO @gkreinz @poetamarcelorok @nucleojosereis

VEJA MAIS
O POETA E DIVULGADOR CIENTÍFICO MARCELO ROQUE ESTÁ NO LIVRO "DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA: OLHARES";TRABALHA NOVAS LINGUAGENS COMUNICACIONAIS EM VÍDEO E POESIA- GLÓRIA KREINZ DIVULGA
Postado por Divulgação Científica Glória Kreinz

MENINOS_DE_PEDRA-Marcelo_Roque.pps{{video:}}

Glória K.

Amor meu,
feito de ondas e brumas,
de minhas lágrimas
em espumas,
de mar e maré cheia,
em noite de lua meia...
Amor meu,
feito de corpo meu,
de saudades
do meu eu,
de um beijo
e do corpo seu,
doçura do
encontro meu...
Você e eu,
amor meu...

SE...

Glória K.

Se eu pudesse
partir
e partindo-me,
o sorriso
de todas as manhas...
Mas é dor
e eu fico
respirando-te,
amor em mim,
bendito assim...